Football Memorian

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RACING CLUB- A volta por cima de um vencedor!
25 janeiro, 2007



O Racing Club de Avellaneda é um dos clubes de futebol mais tradicionais da Argentina.

Fundado em 25 de Março de 1903, ganhou diversos campeonatos locais (1949, 1950, 1951, 1958, 1961, 1967 and 2001), quatro campeonatos internacionais (Libertadores de 1967, Mundial Interclubes de 1967, Supercopa Sul-Americana de 1988 e Supercopa Interamericana de 1988). Durante a época de amadorismo, o Racing foi o time que mais ganhou campeonatos (1913, 1914, 1915, 1916, 1917, 1918, 1919, 1921, 1925) e outras taças tanto locais quanto internacionais.

Em 1950 o novo estádio de futebol foi inaugurado, e nomeado em homenagem ao presidente Juan Domingo Perón. O estádio recebeu o apelido de "Cilindro de Avellaneda", e tem capacidade para 64.161 expectadores.

Em 1983 La Academia foi rebaixado para a divisão Primera B, ficando lá até 1985.

O Racing foi o primeiro time de futebol da Argentina que ganhou um campeonato internacional (e o primeiro a ganhar a Supercopa), e o primeiro time a ganhar três campeonatos locais seguidos.

Em 1999 o Racing Club abriu falência, mas seus torcedores ajudaram o time a se recuperar. É o primeiro clube argentino a ser administrado por uma empresa: Blanquiceleste S.A., dirigida por Fernando Martín. Em 2001 o Racing ganhou o campeonato Apertura, quebrando um jejum de 35 anos sem títulos.

O Racing Club é a quarta maior torcida argentina, com cerca de 2.200.000 torcedores, ficando atrás apenas de Boca Juniors, River Plate (estes dois com mais de 10.000.000 de torcedores) , do Independiente por pequena diferença e à frente do San Lorenzo.

Juntamente com o Boca Juniors, River Plate, San Lorenzo e Independiente (o rival tradicional do Racing, com quem faz o famoso clássico Racing versus Independiente ), o Racing é um dos "cinco grandes" do futebol argentino.




http://www.racingclub.com.ar/

"Academia cada vez te quiero más"
O Honved no Brasil
23 janeiro, 2007

O Honved, time húngaro que na década de 50 serviu de base para a fantástica seleção húngara que nos encantou com belas partidas protagonizadas por jogadores como Puskas, fez uma pequena estada no Brasil no ano de 1957 em decorrência do fato de o time ter sido declarado inexistente e proibido de realizar partidas oficias pela Fifa, seja lá em que lugar fosse, ou seja, a Fifa colocou o time na Ilegalidade. Isso ocorreu devido ao fato do ministro dos esportes da Hungria, na época, estar favorável a permanência do regime comunista soviético na no país. Naquela época explodia, na Hungria, a revolução anti-comunista, mais conhecida como revolução Húngara de 1956, liderada principalmente por estudantes e populares que tinha como principal objetivo contestar o regime comunista e as medidas impostas pela política stalinista da União Soviética. Nesse contexto, o Honved, símbolo de força, orgulho e liberdade húngara na época devido as recentes conquistas e bom futebol apresentado, se colocou a favor da revolução e consequentemente da maior parte da população húngara. O governo que era a favor da permanência do regime comunista no país, acabou por fazer pressão junto a Fifa para que esse ''símbolo de força e perseverança húngara'' acabasse e fosse impedido de realizar partidas, o que na prática não ocorreu. O Honved fazia uma espécie de turnê internacional'' na época. A Fifa estabeleceu que ao final da turnê (31 de Março de 57) o Honved deixaria de existir e consequentemente não poderia realizar partidas. Mesmo nessa situação, o Honved veio ao Brasil e realizaou um total de 5 partidas: 3 contra o Flamengo, 1 contra o Botafogo e 1 contra um combinado dos times de Botafogo e Flamengo. Venceu 3 e perdeu 2. Um breve comentário das partidas:

''O juiz brasileiro Mario Vianna apitou o jogo de estreia do Honved. Ele aparece na foto com o capitão do Flamengo Evaristo que recebe o troféu de vencedor da partida.Finalmente, assim como se experimentava o fruto proibido, o torcedor carioca assistiu a estréia do Honved no Brasil. O maracanã lotou para assistir os mágicos húngaros, inclusive, o Presidente Jucelino Kubitschek, o Prefeito Negrão de Lima, o Ministro Luiz Galloti e Don Helder Câmara. Foi um jogo sensacional. O torcedor que foi ver o Honved, acabou se deslumbrando com os garotos do Flamengo. Os húngaros vindos de uma estação sem bola na Riviera italiana e estranhando o gramado fôfo do maracanã, não impressionaram. Vez por outra, apareciam com jogadas mostrando o talento de seu grande futebol. O jogo do Flamengo, ágil e desconcertante, desbaratou por completo o sistema de atuar dos visitantes. A leveza do ataque rubro negro, com fintas rápidas e passes imediatos, também não fez bem a defesa magiar que não estava no nível do seu poderoso ataque.Movimentação do placar:
Flamengo 1x0 Moacir
Flamengo 2x0 Henrique
Flamengo 3x0 Evaristo
Flamengo 3x1 Szusza no primeiro tempo
Flamengo 4x1 Paulinho
Flamengo 5x1 Dida
Flamengo 5x2 Budai
Flamengo 6x2 Evaristo
Flamengo 6x3 Puskas
Flamengo 6x4 Puskas.

O juiz foi o brasileiro Mário Vianna. Os times jogaram assim.Flamengo: Ari. Tomires e Pavão. Milton. Luis Roberto e Edson. Paulinho. Moacir (Duca). Henrique (Dida). Evaristo e Bábá.

Honved: Grosic. Rackoszye Baniay. Boszik. Kotasz (Farago) e Lanthos. Budai. Kocsis. Suuzza. Puskas e Czibor ( Sandor).

O Flamengo concedeu a revanche que foi realizada em São Paulo, no pacaembu. O Honved devolveu o placar e venceu por 6x4. Os gols foram de Puskas (Honved). Moacir (Flamengo). Puskas (Honved) ? primeiro tempo. Budai (Honved). Puskas (Honved). Puskas (Honved). Sandor (Honved). Henrique (Flamengo). Dida (Flamengo) e Evaristo (Flamengo).

Os húngaros voltaram ao maracanã e enfrentaram o Botafogo. Vitória do Honved por 4x2. Os gols. Kocsis (Honved). Garrincha (Botafogo). Puskas (Honved). Paulinho (Botafogo). Kocsis (Honved) e Koscis (Honved).

A temporada continuou com outro jogo entre Flamengo e Honved. Um tira teima. Resultado ? Honved 3 x Flamengo 2 . Foi um grande jogo e decidido no detalhe. Os gols. Budai (Honved). Sandor (Honved). Henrique (Flamengo). Evaristo (Flamengo). Suzssa (Honved).

O último jogo foi contra um combinado Flamengo-Botafogo. Nesta partida, os brasileiros foram os donos da festa. E deram uma despedida aos húngaros em forma de goleada. O combinado venceu por 6x2. Os gols. Garrincha (Combinado). Puskas (Honved). Didi (Combinado). Evaristo (Combinado). Dida (Combinado). Puskas (Honved). Didi (Combinado) e Evaristo (Combinado). O Combinado formou com Amauri (Botafogo). Tomires (Flamengo) e Pavão (Flamengo). Bauer (Botafogo). Panpolini (Botafogo) e Bob (Botafogo). Garrincha (Botafogo). Didi (Botafogo). Evaristo (Flamengo) (Moacir) (Flamengo). Dida (Flamengo) e Paulinho (Flamengo).''

Cento e treze mil pessoas assistiram o 1º jogo do Honved , realizado no Brasil, contra o Flamengo de Evaristo Macedo, realizado no Maracanã. Ao final da partida, o Flamengo recebeu uma taça comemorativa pela vitpria sobre o Honved.

O público brasileiro ficou maravilhado com o nível de jogo apresentado pelos húngaros e viram de perto um futebol majestoso que encantava o mundo naquela época. Devido a situação adversa no seu país, a maioria dos jogadores não voltaram para a Hungria. Muitos ficaram por aqui, muitos foram para outros países, como no caso de Puskas que passou a fazer história no Real Madrid. O técnico do Honved, Bella Guttman, foi treinar o São Paulo e foi campeão do Paulista de 57. O Honved existe até hoje, e ocupa o 13º lugar no campeonato húngaro de futebol.
Embora a situação hoje não seja das melhores, o Honved fez história em sua época e merece todo o reconhecimento possível, não só pelos jogadores que tinha e que compunham a maior parte da seleção húngara, mas simplesmente pelo o que esses jogadores representaram e fizeram para a história do futebol e pelo povo de seu país.

A trajetória do Honved no Brasil serviu de inspiração para a realização de uma reportagem especial no Globo Esporte, a qual serviu de base para esta postagem. É muito interessante por conter opiniões de jogadores que participaram das partidas como Evaristo de Macêdo, bem como opiniões de historiadores e do grande Armando Nogueira. o Link:



Se quiserem saber mais sobre a Revolução Húngara de 1956, acessem:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A7%C3%A3o_H%C3%BAngara_de_1956

Fontes:
http://www.museudosesportes.com.br
http://pt.wikipedia.org/wiki
http://www.youtube.com
O Grande Torino




Hoje, o Torino não é tão lembrado, pelo menos pelos fãs brasileiros do Futebol. Mas o Torino Calcio é um dos times mais importantes da Europa e tem uma grande história, marcada por grandes tragédias. O time fez 100 anos em 6 de Dezembro de 2006.
Após uma série de problemas econômicos, o Torino teve declarada a falência e ressurgiu em em 9 de agosto de 2005. O clube foi refundado e ré-inscrito na Federação Italiana de Futebol como Torino Football Club, não mais como Torino Calcio. O Toro conquistou sete títulos da Primeira Divisão italiana (1927-28, 42-43, 45-46, 46-47, 47-48, 48-49, 75-76) e cinco Copas da Itália (1935-36, 42-43, 67-68, 70-71, 92-93). Como podem ver, o auge do time foi nos anos 40 quando o time era chamado de Grande Torino. Aquela equipe era considerada praticamente imbatível, pois conquistou cinco campeonatos nacionais seguidos. Na época não existiam ainda competições européias. O técnico da seleção italiana Vittorio Pozzo chegou a escalar certa vez 10 jogadores do Torino na equipe titular da Itália, num jogo contra a Hungria(sim, aquela do Puskas). Mas acabou sendo derrotada.
No dia 2 de Maio de 1949 aquele dream team comandado pelo craque Valentino Mazzola entrou em campo pela última vez contra o Benfica pela despedida do capitão do time português.


No dia seguinte, a delegação do Torino voltava de Portugal quando uma tragédia interrompeu sua trajetória de sucesso. Às 17h05 (horário local), enquanto começava a aterrissar, o trimotor FIAT N.212 no qual o clube viajava se chocou, devido a um denso nevoeiro, contra os muros do jardim da Basílica de Superga, nas imediações do aeroporto de Turim.
As 31 pessoas que estavam no avião morreram imediatamente. A partir desse dia, a Basílica de Superga, onde atualmente se encontram restos do avião e há uma placa com os nomes das vítimas do acidente e uma lápide, se transformou em um local de peregrinação para os amantes do futebol, em particular os torcedores do Torino.


No mesmo dia da catástrofe, em honra ao brilhante Torino da época, a seus jogadores, técnicos e acompanhantes, declarou-se vencedor da Liga. Nos funerais dos jogadores compareceram cerca de 500.000 pessoas, mas depois do luto nacional, e ante a comoção universal, a equipe juvenil substituiu por completo à equipe profissional para jogar as quatro partidas pendentes e as quatro partidas ganhou a equipe juvenil. Em 15 de Maio de 1949, Torino-Genova, 4 a 0, 22 de maio, Torino-Palermo, 3 a 0, 29 de Maio, Sampdoria-Torino, 2 a 3 e 12 de Junho, em uma última partida emocionante, os juvenis ganharam no Stadio Comunale por 2 a 0 da Fiorentina. Em um grande gesto de respeito, os quatro rivais também escalaram juvenis.

Após essa tragédia, o time demorou muitos anos para se reerguer. Tudo isso enquanto via sua maior rival, a Juventus se destacar no futebol italiano.
Quando o Torino estava novamente se erguendo, o time é marcado por outra tragédia. No dia 15 de outubro de 1967, após uma partida do Campeonato Italiano contra a Sampdoria, o novo ídolo da equipe, Luigi Meroni, de 24 anos, foi atropelado e morreu após passar três horas agonizando no hospital. O enterro do jogador, que chegou a rejeitar um cheque "em branco" da "toda poderosa" Juventus de Giovanni Agnelli, foi acompanhado por uma multidão de pessoas pelas ruas de Turim. O mais curioso é que os dois protagonistas dessas tragédias tem o mesmo nome. Luigi Meroni era também o nome do piloto do avião no acidente do Grande Torino, e os dois não eram parentes. Outra grande curiosidade é que o jovem que atropelou o Luigi Merone, Attilio Romero que tinha 18 anos na época, tornou-se o presidente que levou de volta o Torino à elite do Futebol Italiano em 2005.
O time foi campeão italiano na temporada 75/76 e viveu alguns bons momentos nos anos 80 e 90. Foi vice campeão da Copa da UEFA em 92 e ganhou a Copa da Itália em 93. Nos últimos anos o Torino vive de subir da Série B pra Série A e ser rebaixado em seguida.

Antigo escudo do Torino Calcio, usado até 2005

Il Grande Torino
Valerio Bacigalupo, Aldo Ballarin, Dino Ballarin, Rubens Fadini, Gugliemo Gabetto, Giuseppe Grezar, Ezio Loik, Virgilio Maroso, Danilo Martelli, Valentino Mazzola (capitão), Romeo Menti, Franco Ossola, Silvio Piola, Mario Rigamonti


Outros grandes jogadores:
Luigi Merone, Júnior(ex-Flamengo), Gianliuca Pessotto, Luca Marchegiani, Dino Baggio, Benito Carbone, Luca Bucci, Francesco Graziani, Walter Casagrande, Giuseppe Dossena, entre outros muitos grandes jogadores.


Fontes:
WikiPedia(Inglês)
WikiPedia(Italiano)
WikiPedia(Português)
Terra Esportes




Dynamo Kyiv: O jogo da morte.
13 janeiro, 2007


Kiev naquela época era conhecida como "A cidade das estrelas do Dinamo". Depois que a ocupação nazista começou na Ucrânia, o Dynamo mudou de casa. Jogavam na clandestinidade em algo parecido com um lixão, onde foram encontrados pelos alemães e convidados(leia-se forçados) a jogar contra os times do exército. O time de Kiev foi composto por oito jogadores do Dinamo e mais três do Lokomotiv Kiev. Esse time foi chamado de "Start"(Início). Entre Julho e Agosto"Start" jogou uma série de jogos contra os times Alemães e Aliados. Até que no dia 12, o time do exército foi derrotado. O exército montou um time mais forte, selecionaram os melhores jogadores e marcaram outro jogo no dia 17. Foram derrotados por 6x0. No dia 19, o "Start" derrotou o time Húngaro MSG por 5x1, e na revanche dia 26 venceram por 3x2.
Os alemães não desistiram. Parecia que o Dream Team ucraniano finalmente seria vencido. 6 de Agosto o "Start" iria enfrentar o "mais poderoso" e "invencível" time da Aeronáutica alemã. O estádio estava cheio. Os alemães ocuparam metade das arquibancadas e todos seuss líderes, incluindo o comandante estavam á. A população de Kiev teve de se contentar com os lugares mais pobres. Os jogadores demonstravam medo. Os jogadores alemães estavam jogando muito duro, mas o juiz nada via. Os alemães fizeram o primeiro gol e os torcedores urraram insultos contra o povo de Kiev. Os jogadores de Kiev ficaram loucos, tomados de fúria. Fizeram um gol. Mais tempo passa, o time relembra seus momentos de classe do período pré-guerra. E com um jogo brilhante, marcam o segundo gol. A torcida ucraniana vibrou como nunca até o Comandante alemão dar alguns tiros pra cima e gritar para calarem a boca. Durante o intervalo, um mensageiro partindo do Comandante visitou o vestiário do Dinamo e disse: "Muito bem, vocês jogaram um ótimo Futebol e nós apreciamos isso. Mas no segundo tempo, peguem leve. Porque se vocês querem se manter vivos, vocês tem que perder. Vocês devem. Esse time do exército nunca perdeu antes, especialmente em território ocupado. Isso é uma ordem, se vocês não perderem, vocês serão fuzilados".
Os heróis de Kiev ouviram tudo em silêncio e então foram à campo. Assim que o segundo tempo começou, os ucranianos marcaram o terceiro. Metade do estádio estava louco de alegria. A metade alemã resmungava indignada. O Dinamo fez outro gol e os soldados alemães nas arquibancadas já preparavam suas armas e cercavam o campo. Era o jogo da morte. Eles marcaram outro gol e o comandante e os outros oficiais sairam das arquibancadas. O juiz acabou o jogo rapidamente. Os guardas não quiseram esperar os jogadores se retirarem para os vestiários, invadiram o campo e retiraram os jogadores de lá mesmo. Hoje, essa parte da história é contada de várias formas, mas o final é o mesmo: todos os jogadores foram mortos. Mas antes disso houve uma série de eventos. Eles foram torturados(um jogador morreu durante as torturas) e levados para o campo de concentração e foram mortos depois, como represália a uma rebelião.
Os jornais do outro dia noticiaram apenas: "Apesar do placar final, os times podem ser considerados praticamente iguais em suas forças."

Esse foi o fim do maior time da história do Dinamo. O maior da história da Ucrânia.


Poster do jogo.



Fonte:
Wikipedia Inglês
Ukrainian Soccer
George Best: O Beatle do Futebol
10 janeiro, 2007



George Best (22 de Maio de 1946, Belfast / 25 de Novembro de 2005, Londres) foi um futebolista norte irlandês que é lembrado por ter jogado no clube inglês Manchester United F.C. e é considerado pelos europeus como um dos melhores futebolistas de todos os tempos. Ele jogou pelo Manchester United F.C. entre 1963 e 1974, ajudando-o a ganhar a Liga dos Campeões em 1967, e a Taça UEFA em 1968. Em 1968 foi eleito o Futebolista Europeu do Ano.

Best escolheu o momento certo para brilhar: os anos 60. Era uma época de mudanças, de rebeldia, de criatividade, de agitação, de grandes ídolos pop. Mas também era uma época de excessos e de conflitos. E George Best encarnou perfeitamente o espírito de seu tempo, tanto pelo lado bom quanto pelo ruim.

Dentro de campo, Best era um craque inquestionável. Não é exagero colocá-lo ao lado de um Cruyff ou um Maradona. O jogador só não alcançou esse status internacional porque era irlandês (da Irlanda do Norte) e nunca disputou uma Copa do Mundo. Se fosse inglês, não só teria jogado um Mundial, como também teria sido campeão, em 1966 - justo a época de seu apogeu.

E o estilo de George Best é o que agrada os brasileiros. Irreverente, habilidosíssimo, criativo, grande driblador, goleador nato. Best tem lances que em nada devem a um Garrincha em seus melhores momentos. Certamente, foi o jogador britânico mais habilidoso de todos os tempos. Muito se fala do status de ídolo pop do jogador. Mas o que o torna realmente especial é que essa idolatria era mais que justificada pela qualidade de seu futebol.

Ao longo de sua carreira, Best ganhou dois Campeonatos Ingleses e uma Copa dos Campeões, sempre com o Manchester United. Em 1968, ano do título europeu, ganhou também a Bola de Ouro, da revista France Football. Sua galeria de troféus e de conquistas poderia ter sido muito mais extensa, se o jogador não tivesse praticamente encerrado a carreira precocemente, com apenas 28 anos de idade (na verdade, ele continuou jogando até os 37 anos, mas não em times de alto nível).



E por que Best parou de jogar tão cedo? A badalação extracampo explica isso. O fato é que o estilo de vida do jogador era algo impensável hoje em dia. Best era um 'bon vivant', que usufruía ao máximo sua condição de ídolo. Ele saía com as mais belas mulheres, ia às festas mais badaladas, bebia, se esbaldava.

É tentador comparar a badalação em torno de George Best com a que hoje cerca David Beckham. Em termos de intensidade e alcance, a comparação talvez seja correta. Só que, nos anos 60, nunca se havia visto tamanho frenesi em torno de um atleta. Best foi o primeiro jogador a ter status comparável ao de um astro de rock. Não por acaso, foi apelidado de 'El Beatle' por um jornal inglês, após uma histórica vitória de 5 a 1 sobre o Benfica, em 1966. O problema é que, ao contrário do que acontece hoje, Best não tinha a seu lado hordas de empresários, marqueteiros e 'babás' de todos os tipos, que cuidassem de sua imagem. A fama estava lá, para ser usufruída. E George Best a aproveitou ao máximo.

Com o passar do tempo, os excessos do jogador foram aumentando. As noitadas eram maiores e mais freqüentes e, principalmente, as quantidades de bebida cresciam cada vez mais. A partir de 1969, isso passou a afetar Best dentro de campo, e a qualidade de seu futebol começou a decair - junto com o time do Manchester, que também não era o mesmo de outrora. Em 1974, o clube se cansou da indisciplina e do futebol irregular do jogador e acabou demitindo ele. Iniciaria-se aí uma perambulação por times dos Estados Unidos, Irlanda e de divisões inferiores do futebol inglês, em que Best ocasionalmente dava flashes de sua grandeza, mas sem nenhuma regularidade.

Aí é que começou a prevalecer o 'lado Garrincha' de George Best. Depois que ele se aposentou definitivamente, em 1983, o problema do alcoolismo piorou sensivelmente. Depois de aposentado, não houve ostracismo: Best continuou nas festas e nas páginas de jornal. Mas agora as manchetes diziam respeito a incidentes em sua vida privada, brigas em bares, problemas com o alcoolismo.

Em 1984, o jogador chegou a passar 12 semanas na prisão, condenado por dirigir bêbado e agredir um policial. Logo, problemas financeiros começaram a afligi-lo, chegando ao ponto de ter sua falência decretada. A saúde também só piorava, devido ao alcoolismo: em 2002, Best esteve perto da morte e submeteu-se a um transplante de fígado. Tristemente, continuou a beber após a operação. Nos últimos anos de sua vida, entre um problema de saúde e outro, Best se sustentava como comentarista de TV e dando palestras.

Com apenas 59 anos de idade, Best morreu. Foi-se como um dos maiores craques da história do futebol, mesmo nunca tendo desenvolvido 100% de seu potencial dentro de campo. Mais do que um craque, um conquistador, um pop-star, Best era um homem realmente inteligente e carismático. Para o bem e para o mal, era um tipo de ídolo que nunca mais veremos no futebol.



Para dar uma dimensão melhor do que foi a vida e a personalidade de George Best, nada melhor do que algumas frases famosas ditas pelo próprio craque:

'Se eu fosse feio, vocês nunca teriam ouvido falar de Pelé'

'Parei de beber, mas só quando estou dormindo'

'Em 1969, eu abandonei as mulheres e o álcool. Foram os piores 20 minutos da minha vida'

'Eu gastei muito dinheiro em bebidas, mulheres e carros rápidos. O resto eu desperdicei'

'Uma vez eu disse que o QI do Gascoigne era menor que o número da camisa dele. Aí ele me perguntou: 'o que é QI?''

1Eu sou o cara que levou o futebol das páginas internas para a capa dos jornais1

Mas a frase mais famosa sobre George Best foi dita por um mero atendente, que entregava champanhe para o jogador, em 1971. Vendo Best no luxuoso quarto de hotel, ao lado da Miss Universo quase nua e com milhares de libras ganhas numa noitada no cassino, o rapaz perguntou: 'E então, George, onde é que as coisas deram errado?'



Jogos e gols por cada Clube

* Pre -1963 - Cregagh Boys Club
* 1963-1974 - Manchester United: 466 games, 178 goals
* 1974 - Jewish Guild of Johannesburg: 5 games
* 1975 - Dunstable Town (friendlies)
* 1975 - Stockport County: 3 games, 2 goals
* 1976 - Cork Celtic: 3 games, 0 goals
* 1976 - Los Angeles Aztecs: 24 games, 15 goals (NASL Season only)
* 1976-1977 - Fulham: 47 games, 10 goals
* 1977-1978 - Los Angeles Aztecs: 37 games, 14 goals (NASL Season only)
* 1978-1979 - Fort Lauderdale Strikers: 33 games, 7 goals (NASL Season only)
* 1979-1980 - Hibernian: 22 games, 3 goals
* 1980-1981 - San Jose Earthquakes (NASL team): 56 games, 21 goals (NASL Season only)
* 1983 - Bournemouth: 5 games, 0 goals
* 1983 - Brisbane Lions: 4 games, 0 goals
* 1984 - Tobermore United: 1 game, 0 goals

International: 1964-1978 - Northern Ireland: 37 games, 9 goals



A nota de 5 Libras de Best

Fonte:

Wikipedia Brasil
Wikipedia Inglaterra
Trivela.com(Texto Adaptado)
A seleção Húngara.
09 janeiro, 2007

Tudo começou em 1945 com o fim da Segunda Guerra Mundial. A Hungria tornou-se um dos países sob tutela do regime stalinista da URSS que se caracterizava, como os outros governos socialistas, pela repreensão brutal aos descontentes. Era preciso então gerar algum contentamento. O Então vice-Ministro dos Esportes Guzstáv Sebes recebeu a missão de preparar uma invencível Seleção. O time nacional passou a ser propriedade do Governo. O vice-Ministro passou o ano de 1949 junto com o técnico Gyula Mandi(sim, aquele mesmo que treinou o América do Rio em 57) garimpando jogadores pelo país. Assim que recrutou os atletas, Sebes pôs todos no Kispest FC, de Budapeste, que virou o time do Exército. Esses jogadores húngaros eram conhecidos por serem indisciplinados fora das quatro linhas. O craque da equipe se chamava Ferenc Puskas.
O futebol húngaro era dominado pelo Ujpesti Dozsa e pelo Ferencvaros. Mas após isso, o Kispest(agora chamado Honvéd) os fez tornarem-se meros coadjuvantes. Para manter o equilíbrio, Sebes permitiu que outro time, o MTK, tivesse algumas estrelas também, equilibrando assim o campeonato.

A estréia dessa seleção foi com uma derrota de 3x2 para a Áustria em Viena no dia 14 de maio de 1950. Mas no jogo de volta, começava a saga de um dos maiores times já vistos no mundo. Vitória de 5x3 sobre a Polônia em Varsóvia.
Em 1952 nas Olimpíadas de Helsinque, na Finlândia, Guzstáv Sebes finalmente apresentou ao mundo a sua criação. A medalha de ouro veio com uma campanha perfeita: 5 vitórias em 5 jogos. Com 20 gols marcados e 2 sofridos(2x1 na Romênia, 3x0 na Itália, 7x1 na Turquia, 6x0 na Suécia e 2x0 na Iuguslávia).
Em 53, a máquina húngara mostrou realmente sua cara e surpreendeu o mundo. Naquele ano, a Inglaterra vivia um momento de especial encantamento consigo mesma. Confirmar, mais uma vez, a hegemonia no futebol mundial era apenas um detalhe. Em Wembley, a Inglaterra jamais havia perdido. No dia 25 de Novembro, 100 mil pessoas lotaram o estádio e a partida de fato terminou com uma soberba goleada: 6x3. Mas a favor da Hungria. A revanche já estava marcada: em 54, um mês antes do início daCopa. A Inglaterra, desta vez mais bem preparada, entrou no Népstadion de Budapeste e foi arrasada denovo: 7x1. Não restavam mais dúvidas da qualidade daquele time. A dúvida agora era saber quem seria o vice-campeão do mundo.

A Copa do Mundo
Nas eliminatórias, a Hungria se classificou graças à desistência da Polônia.
A Hungria caiu na chave de Turquia, Alemanha e Coréia do Sul, a Turquia era a outra cabeça de chave, então não enfrentava a Hungria.
Estréia: Hungria 9x0 Coréia do Sul

No estádio Hardturn, é óbvio que não houve confronto. Foi apenas um treino para a Hungria. Ninguém esperava que os coreanos fossem criar dificuldades, mas ninguém pensou que seria tão fraco. Os jogadores não conseguiam nem fazer faltas para parar o mágico ataque húngaro.
Gols: Puskas 12' e 89'/ Lantos 18'/ Kocsis 24', 36' e 50'/ Czibor 59'/ Palotas 75' e 83'
Hungria - Grosics; Buzansky, Lantos, Bozsik, Lorant, Szojka, Budai, Kocsis, Palotas, Puskas e Czibor. Téc: Gustav Sebes
Coréia do Sul - Duck Young; Kyu Chong, Byung Dae, Yae Seung, Chang Gi, Young Kwang, Nam Sik, Il Kap, Nak Woon, Sang Kwoo e Chung Mim. Téc: Young Shik Kim

Enfrentando os Anfitriões: Hungria 8x3 Alemanha

O Técnico alemão, sabendo que o time dificilmente venceria, surpreendeu a todos ao entrar com vários reservas em campo. Ao invés de expor a equipe a uma dura disputa com poucas chances de vitória, preferiu poupar vários jogadores para o jogo de desempate contra a Turquia. A Hungria fez o que tinha de fazer. Kocsis marcou mais 4 gols. Mas o pior aconteceu: aos 15 minutos, Puskás levou uma entrada por trás, caiu de mal jeito e sofreu uma séria torção no tornozelo, tendo que jogar o resto da copa no sacrifício.
Gols: Kocsis 3', 21', 67' e 78'/ Puskas 17'/ Pfaff 25'/ Hidegkuti 50' e 54'/ Joszef Toth 73'/ Rahn 77' e Hermann 81'
Hungria - Grosics; Buzanszky, Lantos, Bozsik, Lorant, Zakarias, Joszef Toth, Kocsis, Hidegkuti, Puskas e Czibor. Téc: Gustav Sebes
Alemanha Oc. - Kwiatkowski; Bauer, Kohlmeyer, Posipal, Liebrich, Mebus, Rahn, Eckel, Fritz Walter, Pfaff e Hermann. Téc: Sepp Herberger

A Batalha de Berna: Hungria 4x2 Brasil

As 40.000 pessoas que compareceram ao Wankdorf em Berna, jamais esperava ver de duas das seleções favoritas um jogo como este, que se tornou uma batalha para ser esquecida do futebol mundial. A Hungria em 7 minutos logo fez 2x0. O Brasil começou a pressionar e os húngaros nervosos partiram para o jogo duro. Aos 18 minutos Índio sofreu pênalty e Djalma Santos fez o primeiro do Brasil. Em um momento, o meio campo Hidegkuti deu um chute na canela do Brandãozinho, fora do lance. O brasileiro foi atrás do adversário e o derrubou com um excelente soco na orelha. O árbitro nada viu. Aos poucos o jogo foi virando a batalha. Nilton Santos e Pinheiro chegaram juntos em cima do Toth e este saiu do gramado mancando. Aos 15 do segundo, Pinheiro toca a bola com a mão e faz pênalty para a Hungria. 3x1. 6 minutos depois, Julinho Botelho marca um dos gols mais espetaculares da copa, 3x2. Mas a violência continuava. Nílton Santos e Bozsic se estranharam, trocaram empurrões e chutes e acabaram expulsos. Aos 40 minutos, Humberto deu uma voadora em Loránt e também foi expulso. Com 9 em campo o Brasil só aguentou mais 3 minutos quando Kocsis fechou o placar. Após o jogo, Maurinho deu um soco em Czibor. O Jornalista brasileiro Paulo Planet Buarque derrubou um guarda suiço que tentava acalmar os jogadores. No túnel, Puskas(que não jogara) acertou a testa de Pinheiro com uma garrafada e o técnico Brasileiro Zezé Mota acertou o Húngaro Guzstav Sebes com uma chuteira.
Gols: Hidegkuti 4'/ Kocsis 7' e 88'/ Djalma Santos 18'/ Lantos 60' e Julinho Botelho 65'
Hungria - Grosics; Buzansky, Lorant, Lantos, Bozsik, Zakarias, Joszef Toth, Kocsis, Hidegkuti, Mihaly Toth e Czibor. Téc: Gustav Sebes
Brasil - Castilho; Djalma Santos, Pinheiro, Nílton Santos, Brandãozinho, Bauer, Julinho Botelho, Didi, Índio, Humberto e Maurinho. Téc: Zezé Moreira


Semi Final: Hungria 4x2 Uruguai

A Hungria marcou logo no começo, como era de tradição. Mas o jogo estava difícil. No começo do segundo tempo, os craques militares fizeram 2x0 aos 2 minutos. Mas eles pararam de atacar. E o Uruguai, assumindo o domínio do jogo empatou. Íamos para a prorrogação. Esses 30 minutos que se seguiram foram de pura arte. Qualquer dos dois times poderia ter saído vencido. Mas Kocsis fez dois, com duas precisas cabeçadas. No fim, a torcida agradeceu de pé pelo espetáculo.

O Milagre de Berna: Alemanha 3x2 Hungria

A Alemanha crescia a cada jogo. Puskas estava de volta, mas não 100%. Em menos de 10 minutos, Puskas fez um gol num chute cruzado, após a bola ser lançada por Kocsis e Czibor fez outro. 2x0 Hungria. Mas a Alemanha reagiu rápido e em 7 minutos empatou o jogo. Nenhum húngaro reclamou da falta sobre Grosics no gol de empate da Alemanha por um motivo: eles nunca reclamavam do juiz. O erro logo seria compensado com uma chuva de gols. Mas isso não aconteceu. Os alemães tomaram conta do jogo. E a Hungria mostrou desgaste devido à prorrogação com o Uruguai e a Batalha com o Brasil. Faltando 6 minutos para o final, Schafer recuperou a bola no meio campo, correu pela esquerda e cruzou pra área. Quatro jogadores saltaram juntos e a bola sobrou para Rahn, que veio sozinho de trás, driblou Lantos e desferiu o golpe final. O gol do título. A platéia custou a acreditar, mas o placar era este mesmo: Alemanha 3x2 Hungria. A máquina havia sido derrotada.

Até a derrota na final da Copa do Mundo de Futebol de 1954 a seleção húngara ficou 29 partidas invictas, entre 14 de maio de 1950 até 4 de julho de 1954, data da final da copa.
Gols: Puskas 6'/ Czibor 8'/ Morlock 10'/ Rahn 18' e 84'
Alemanha Ocidental - Turek; Posipal, Kohlmeyer, Eckel, Liebrich, Mai, Rahn, Morlock, Ottmar Walter, Fritz Walter e Schäfer. Téc: Sepp Herberger
Hungria - Grosics; Buzansky, Lorant, Lantos, Bozsik, Zakarias, Joszef Toth, Kocsis, Hidegkuti, Puskas e Czibor. Téc: Gusztav Sebes

Neste vídeo você pode conferir os jogos das semi-finais e final da Copa de 54:


Em 1956 a Seleção Húngara se desfez quando houve uma revolução contra o domínio soviético no país. Vários jogadores saíram do país, como os craques Kocsis e Puskas.
Desde os anos 70, o futebol húngaro está em decadência. Hoje a Hungria é apenas mero figurante nas eliminatórias européias.


Király; Fehér, Vanczák, Juhász e Leandro; Gera, Títh, Dárdai e Huszti; Szabics e Torghelle. Esse grupo de desconhecidos, em que o goleiro Király e o meia Dárdai são os nomes menos obscuros, é a seleção da Hungria que entrou em campo e perdeu para Malta (!!!) nas Eliminatórias da Euro 2008. Nem parece ser o mesmo país que gerou craques como Puskás, Albert, Kocsis, Farkas, Czibor, Kubala, Bozsik, Sárosi, Hidegkuti, Tichy, Bene e Zsengellér, entre tantos outros. Evidência clara de como o futebol húngaro está decadente.

Ótima reportagem sobre a atual sele?ão húngara no Balípodo


Fontes:
Wikipedia
Revista Placar: Especial Copa de 54
Ferenc Puskás - Heroe y Leyenda



Ferenc Puskás, conhecido na Hungria como Purczeld Ferenc sempre foi considerado gordo e baixo, comparado com os outros jogadores da época. Mas ele não era um rapaz baixo comum. Começou sua carreira como jogador de futebol em 1943 num time da sua cidade chamado Kispesti, quando tinha 16 anos. Em dois anos já estava na seleção. Em 1948 foi artilheiro da Liga Húngara com 50 gols. Sua principal arma era o chute com o pé esquerdo. No início dos anos 50, surgiu aquela famosa seleção húngara. Uma máquina.
Os húngaros foram campeões olímpicos em 1952 jogando um futebol do outro mundo. Foi uma campanha assombrosa. Em cinco jogos, cinco vitórias com vinte gols marcados contra apenas um. Tocavam a bola com classe, rapidez e uma rara determinação de vencer a qualquer custo. Pareciam todos jogadores foras de série. Um, porém, se destacava acima dos demais. Era Puskas, o gordinho de aparência inofensiva. Sua genialidade pairava sobre o altíssimo nível dos próprios companheiros. Jogando pela seleção húngara chegou a uma média incrível de marcar 84 gols em 85 jogos.

Em 1956, aquela famosa seleção húngara acabou, graças à revolução contra a ocupação soviética. Puskás sobreviveu. Foi para a Espanha jogar no Real Madrid, ao lado de Di Stéfano, Kopa e Gento. Lá ganhou nove títulos nacionais e internacionais, os quais vieram a somar com os cinco que havia conquistado na Hungria. Foi quatro vezes artilheiro dos campeonatos espanhóis. Naturalizado, vestiu a camisa da seleção espanhola na Copa do Mundo de 1962. Em 1954, pela seleção húngara, perdeu a final do mundial para a Alemanha, em um dos resultados mais incríveis da história do futebol. Parou de jogar com cerca de 40 anos, depois virou treinador.
Como jogador, atuou por quatro equipes. Kispesti FC entre 39 e 44. Kipesti AC entre 44 e 49 e Honvéd de 49 a 56 na Hungria. E pelo Real Madrid de 58 a 67. Pela seleção húngara marcou 84 gols em 85 partidas. Pela seleção espanhola jogou apenas 4 vezes e não fez gol. Pelo Honvéd e Kipesti, marcou 358 gols em 394 partidas. E pelo Real Madrid marcou 324 gols em 372 jogos. Sendo um total de 766 gols em 851 jogos. Uma média realmente muito impressionante.
Pelo Real, ganhou três Copas da Europa(atual Liga dos Campeões), um Mundial Interclubes, uma Copa da Espanha e 5 Nacionais. Na Hungria ganhou 4 Campeonatos Nacionais. Pela Seleção ganhou as Olimpíadas de 1952.


Ferenc Puskás morreu no dia 17 de Novembro de 2006 em Budapeste. Sofria de Alzheimer desde 2000 e o Real Madrid chegou a realizar um amistoso para arrecadar fundos para tratar do jogador.


Funeral de Puskas na Hungria


Vídeo com a homenagem feita jogo do Real Madrid ap?s a morte de Puskas e alguns lances do g?nio.



Fontes:
WikiPedia
Museu dos Esportes
Apresentação
08 janeiro, 2007

O objetivo desse Blog é resgatar aos amantes do futebol a essência desse esporte que faz parte da vida de milhões de pessoas.

Estaremos coletando fotos, videos, textos, e tudo que faça parte da sua história, valorizando o passado, e os tempos épicos do esporte.

Relembraremos os grandes craques do passado, e o futebol puro, onde cada jogador daria a vida pelo seu time e tinha orgulho das cores que defendia.
Por: Mike
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